Black Friday e a LGPD

Estamos nos aproximando do período em que o anúncio da Black Friday estará muito presente em nossas redes, através de pop-ups de anúncios, e-mail marketing e outras formas de propaganda. A oferta é sempre um chamativo devido à baixa dos preços de produtos, entretanto, é importante lembrar que os responsáveis pela divulgação desses produtos se encaixam no ramo de e-commerce, já que o número quantitativo de compras nesse período vem de sites e aplicativos.

A importância da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para o e-commerce tem relação direta com a operação de dados pessoais que os usuários cadastram nos sites de compras, especialmente no período de Black Friday, onde os sites costumam perguntar se você deseja continuar recebendo promoções por e-mail, mensagens e outros canais. Isso ocorre, porque uma base de dados está sendo armazenada no site de compras para que, futuramente, os dados coletados sejam usados para esses fins. Mas é preciso ter muita atenção em como lidar com os dados que os usuários salvam nas plataformas de compra e se estão de acordo com a LGPD.

Os dados coletados são legítimos?


Quanto à coleta de dados é preciso analisar se os cadastros realizados no período de Black Friday, ou em campanhas promocionais, estão sendo coletados de maneira correta e sem excessos na quantidade de informações solicitadas. A coleta de dados para realização da venda deve ser feita o tratamento do dado ao mínimo necessário para a realização de suas finalidades, atendendo ao Art. 6º, da LGPD. Se o usuário faz apenas uma compra, dados como data de nascimento e gênero, por exemplo, não precisam constar em uma nota fiscal ou no sistema do site.

Um outro ponto importante é analisar as políticas de privacidade no site, para que o acesso dos consumidores seja transparente e de fácil compreensão. Independente do período em que o site está divulgando suas promoções, seja Black Friday ou períodos sazonais, o tratamento dos dados dos usuários deve sempre estar de acordo com a lei, garantindo a segurança e integridade dos dados do usuário aplicada nas plataformas de compra e venda.

Cultura de proteção de dados

Quando oferecemos uma plataforma que tem como pilar a segurança de dados do seu cliente, além de transmitir uma cultura de proteção de dados, a empresa ganha credibilidade no mercado pelo seu comprometimento com a segurança dos dados que recebe.

Quando falamos em dados pessoais relacionamos com pessoas, ou seja, se um site de compra e venda, ou de qualquer outro ramo, tem como cultura tratar os dados que recebe dos seus clientes com segurança, a transmissão da confiança e fidelidade encoraja o mesmo a confiar no site sem correr o risco de ter seus dados expostos e tratados de maneira indevida. Os dois lados ganham, tanto cliente como o site, pois a fidelização é gerada de acordo com a cultura de proteção de dados que um site pode ter.

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