Com a formalização do trabalho remoto e híbrido, combinado com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), aumentou o grau de preocupação das empresas sobre a movimentação de dados privados e sensíveis por parte de seus colaboradores. Os indicadores sobre segurança de dados mostram que um grande parte dos roubos de dados partem de colaboradores mal intencionados que se aproveitam dos acessos a essas informações para agirem.
Segundo o relatório 2022 da IBM sobre o custo da violação de dados, mostrou que esse valor pode chegar a US$ 4,35 milhões e, segundo a CisoAdvisor, 83% das organizações já tiveram mais de uma violação de dados, sendo 2,8 bilhões a quantidade de dados sensíveis expostos, somente no Brasil em 2021.
Se você ainda não está preocupado com a segurança de dados na sua empresa, deveria começar a pensar sobre o assunto. Um levantamento feito pelo Portal Cetic.br detalhou que uma quantidade significativa de brasileiros se preocupam com os sites e aplicativos que envolvem informações pessoais. A empresa conversou com 2.556 participantes para chegar ao resultado. O levantamento da Cetic.br trouxe algumas informações sobre a segurança dos dados:
- 77% dos brasileiros já desativaram alguma aplicativo por conta da segurança de seus dados;
- 69% dos usuários passaram a não visitar uma página da web por preocupação com os dados pessoais;
- 56% dos usuários passaram a não utilizar plataformas ou serviços oferecidos;
- 45% não adquiriram algum produto eletrônico por preocupação com as informações pessoais.
Outro dado apontado foi sobre o comportamento das pessoas sobre a utilização dos aplicativos:
- 70% já checou a segurança de um aplicativo;
- 69% não aceito que seus dados fossem utilizados para propaganda;
- 68% já conferiu as políticas antes de aceitar os termos;
- 64% possui as redes sociais limitadas;
- 62% desativou acesso a localização por parte dos aplicativos.
O que tem chamado atenção é a necessidade de desenvolver uma cultura de proteção de dados. Uma proporção pequena dos usuários efetivamente faz alguma solicitação, reclamação ou denúncia.
Sobre o comportamento de compra dos participantes, cerca de 42% estão preocupados com o assunto e 25% se preocupam com os tratamentos dos dados feitos pelos sites e plataformas. Os sites e aplicativos de bancos são uma questão muito preocupante para 35% dos entrevistados, sendo que outros 24% já estão preocupados.
Ou seja, investir em práticas organizacionais de adequação à LGPD contribui para a construção de uma cultura de proteção de dados no país.

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